31 de julho de 2025
BRASÍLIA

CPMI do INSS barra convocação de Lulinha, mas denúncia de "mesada" do Careca do INSS ganha novos detalhes

Funcionário afirma que repasses ao filho de Lula foram feitos por empresa de cannabis em Portugal

Por Redação
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Antonio Carlos Camilo Antunes, lobista conhecido como Careca do INSS, teria usado empresa de cannabis em Portugal para pagar filho de Lula (foto). - Foto: Reprodução/Instagram

CPMI do INSS rejeitou, por 19 votos a 12, a convocação de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, para depor sobre supostos repasses do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". A decisão ocorreu nesta quinta-feira (4), mesmo dia em que novos detalhes sobre as acusações vieram à tona.

De acordo com relatos de Edson Claro, ex-funcionário da World Cannabis – empresa de maconha medicinal do Careca com sede em Brasília –, os supostos pagamentos a Lulinha teriam sido feitos por meio da empresa em Portugal. Claro, que afirma ter sido ameaçado de morte pelo lobista, relatou à Polícia Federal (PF) que os valores chegariam a R$ 25 milhões, além de uma "mesada" de R$ 300 mil.

Claro disse não conhecer Lulinha pessoalmente, mas teria tido contato com Roberta Luchsinger, herdeira de um banco suíço ligada ao PT, que atuaria como ponte entre o Careca do INSS e o filho do presidente. Roberta, que em 2018 prometeu doação de R$ 500 mil a Lula, teria recebido diversos presentes do lobista.

Apesar da negativa em ouvir Lulinha, o caso continua na mira da comissão. O requerimento foi apresentado pelo Novo, citando indícios como um suposto pagamento do petista Ricardo Bimbo – que teria recebido R$ 8,4 milhões de empresa ligada ao esquema – ao contador de Lulinha.

O Careca do INSS está preso desde setembro, acusado de intermediar pagamento de propina de associações a dirigentes do INSS no esquema de descontos indevidos. Lulinha, que se mudou para Madri (Espanha) este ano, não se pronunciou sobre as acusações. 

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