31 de julho de 2025
Congresso Federal

Governo barra CPMI de convocar Lulinha sobre suposto mensalão de R$ 300 mil

Governo articula derrota à oposição e impede que Lulinha seja convocado para esclarecer suposto recebimento de R$ 300 mil mensais no esquema do INSS

Por Redação
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O filho do presidente atualmente reside em Madri e só retornará ao Brasil após o término do governo de Lula - Foto: Alex Silva

A CPMI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (4/12), a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. A votação terminou com 19 votos a favor e 12 contra, impedindo que ele prestasse esclarecimentos sobre denúncias de envolvimento em um esquema de desvio de recursos do INSS.

Segundo depoimentos à Polícia Federal, revelados pelo Poder 360 e confirmados pela coluna, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil mensais, totalizando R$ 25 milhões, pagos pelo chamado “Careca do INSS”. Até o momento, ele não se manifestou sobre as acusações.

O governo mobilizou sua base para votar contra a convocação, defendendo que o objetivo da investigação seria desviar o foco das apurações. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro de Lula, declarou: “Temos ouvido nos bastidores sobre o envolvimento de Lulinha. Vamos denunciar o único objetivo que é desviar o foco da investigação”.

Em contrapartida, o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) criticou a decisão, afirmando que a oposição tem o dever de apurar a suposta mesada: “O irmão do presidente seria apenas um representante no esquema. O governo não quer chegar ao coração da investigação”, disse.

A rejeição da convocação ocorre no mesmo dia em que foi tornada pública a acusação de que Lulinha recebia a mesada do esquema de desvio de aposentados e pensionistas. O caso faz parte da série de reportagens sobre a “Farra do INSS”, publicada pelo Metrópoles.

Historicamente, Lulinha já esteve envolvido em controvérsias financeiras. Durante o primeiro governo de Lula, a empresa Gamecorp, vinculada a ele, recebeu investimentos milionários da Oi e Telefônica, mesmo antes de Lulinha se tornar empresário, quando ainda era estagiário em um jardim zoológico. Na época, o presidente Lula o chamou de “Ronaldinho dos negócios”, em referência ao craque Ronaldo Fenômeno.

O filho do presidente atualmente reside em Madri e só retornará ao Brasil após o término do governo de Lula, gerando questionamentos sobre se sua saída antecipada estaria ligada ao avanço das investigações no Congresso.