Lula defende fim da jornada 6x1 e medidas contra feminicídio no Conselhão
Presidente propõe redução da jornada, ações contra feminicídio e revisão de prioridades fiscais.
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Durante a 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), nesta quinta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o grupo discuta formas de reduzir a jornada de trabalho no país, defendendo o fim da escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho e apenas um de descanso. Segundo o presidente, apesar dos avanços tecnológicos aumentarem a produtividade, a qualidade de vida e as condições de trabalho dos funcionários não melhoraram.
Lula destacou que a Volkswagen, que no passado contava com 40 mil funcionários para produzir 1,2 mil carros, hoje produz o dobro com apenas 12 mil trabalhadores, questionando por que a jornada não foi reduzida com esse ganho de produtividade. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 está em análise no Congresso.
O presidente também pediu que o Conselhão estude formas mais eficientes de combate ao feminicídio e à pedofilia, defendendo punições mais severas para crimes dessa natureza. Ele citou casos recentes de violência contra mulheres para reforçar a urgência de medidas mais contundentes.
No encontro, Lula comentou ainda sobre gastos e investimentos públicos, criticando a retórica sobre teto de gastos e defendendo que recursos aplicados em saúde, educação e meio ambiente devem ser considerados investimentos, não despesas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o déficit fiscal será 70% menor que o do governo anterior e destacou a queda histórica da inflação nos últimos quatro anos.
Sobre licenciamento ambiental, Lula criticou a derrubada de vetos presidenciais ao PL que flexibiliza regras do setor, afirmando que as mudanças poderiam prejudicar o agro brasileiro nos mercados internacionais. Ele ainda comentou que divergências com o Congresso fazem parte do processo democrático, mas criticou o que considera “erro histórico” das emendas impositivas que comprometem parte significativa do orçamento da União.