31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Após crise familiar, Michelle Bolsonaro impõe vontade no PL e suspende apoio a Ciro Gomes no Ceará

Ex-primeira-dama ganha força dentro do partido após reunião com cúpula; Flávio Bolsonaro diz que decisões passarão a ser tomadas em conjunto

Por Redação
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Michelle durante encontro de lideranças do PL em Caucaia-CE - Foto: Divulgação/PL Mulher

ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro saiu fortalecida da primeira crise política aberta no clã após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após críticas públicas dos enteados por rejeitar apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, Michelle conseguiu fazer prevalecer sua posição em reunião com a cúpula do partido, que suspendeu o acordo local e decidiu reavaliar a estratégia.

Participaram do encontro o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, os senadores Flávio Bolsonaro (RJ) e Rogério Marinho (RJ), e o deputado André Fernandes (PL-CE), presidente do diretório estadual. Segundo apuração da CNN, Michelle não descartou um futuro acordo, mas exigiu que Ciro Gomes faça gestos explícitos em favor de Bolsonaro e da família, incluindo uma retratação pública e críticas ao processo do suposto golpe.

Antes da reunião, Flávio Bolsonaro já havia se reconciliado com Michelle. Após visitar o pai preso, ele afirmou: “Já me resolvi com a Michelle, pedi desculpas a ela e ela também. A gente vai tomar as decisões em conjunto”. O senador destacou que divergências fazem parte, mas a partir de agora as decisões serão tomadas de forma alinhada.

Em carta divulgada após o desentendimento com os enteados, Michelle foi taxativa: não há hipótese de apoiar Ciro Gomes, que chamou Bolsonaro de “genocida, ladrão de galinha e frouxo”. A postura firme da ex-primeira-dama foi bem recebida pela base bolsonarista nas redes sociais, sendo vista como uma defesa intransigente do ex-presidente.

Michelle é considerada um ativo importante do PL entre mulheres e evangélicos, mas criticada internamente por agir de forma isolada e com pouca disposição para diálogo. Apesar de aliados sob reserva duvidarem de sua viabilidade como candidata nacional, a mensagem desta terça-feira foi clara: ela não aceitará papel coadjuvante nem no clã nem no partido.