31 de julho de 2025
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Lideranças do PL acreditam que pauta da anistia depende da prisão de Bolsonaro

Integrantes do partido acreditam que a pauta só será colocada em votação pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após Bolsonaro ser transferido para o regime fechado de prisão

Por Redação
Publicado em
Jair Bolsonaro - Foto: Antônio Augusto/STF

Após a aprovação do PL Antifacção, lideranças do Partido Liberal (PL) decidiram concentrar esforços na Câmara para votar o projeto que concede anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro, medida que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, integrantes da sigla acreditam que a pauta só será colocada em votação pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após Bolsonaro ser transferido para o regime fechado de prisão por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações da defesa do ex-presidente, o ministro Alexandre de Moraes deve determinar, já na próxima semana, o início do cumprimento da pena de Bolsonaro no inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de Janeiro.

Em entrevistas recentes, Motta admitiu que a proposta de anistia voltará ao plenário nas próximas semanas. No entanto, ele defende uma abordagem mais moderada, com a redução das penas dos condenados, em vez de uma anistia "ampla, geral e irrestrita", como deseja o PL.

A sigla, por sua vez, rejeita a proposta de dosimetria das penas, que será apresentada pelo relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Os parlamentares do PL acreditam ter votos suficientes para aprovar a anistia completa.

Com a prioridade voltada para a anistia, o partido deve suspender temporariamente a articulação de outro projeto que equipara facções criminosas a grupos terroristas. Durante a votação do PL Antifacção, na terça-feira (18), Motta bloqueou destaques sobre o tema, argumentando que não tinham relação com o texto aprovado.

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