31 de julho de 2025
PRISÃO

Seape nega favorecimento a Bolsonaro ao pedir avaliação médica para possível ida à Papuda

Secretaria afirma que procedimento é padrão para presos com comorbidades conhecidas e que omissão, e não cautela, violaria isonomia

Por Redação
Publicado em
IMG_7148.webp - Foto:

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) afirmou que o pedido para avaliar se o Complexo Penitenciário da Papuda tem condições de receber o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue o mesmo protocolo aplicado a qualquer preso com histórico de saúde fragilizado. A justificativa foi enviada pelo secretário Wenderson Souza e Teles ao deputado distrital Fábio Felix (PSol), que havia questionado a medida.

Segundo o secretário, sempre que há conhecimento prévio de comorbidades ou de um quadro clínico debilitado, a Seape adota medidas imediatas para garantir avaliação e condições adequadas de custódia — o que incluiria desde exames médicos até dietas específicas. Ele destacou que, no caso de Bolsonaro, as informações sobre seu estado de saúde são públicas e constam no processo judicial, o que reforçaria a necessidade de antecedência.

Teles argumentou que o tratamento não representa privilégio, mas cumprimento de normas já praticadas no sistema prisional. Para ele, seria justamente a falta de ação, diante das informações disponíveis, que configuraria violação ao princípio da isonomia. O secretário também frisou que o ex-presidente já está sob monitoração da Seape desde que foi colocado em prisão domiciliar, em agosto.

O ofício enviado ao deputado afirma ainda que a pasta mantém compromisso com a dignidade e a integridade física de todos os custodiados, além de registrar mais de 489 mil atendimentos médicos nas unidades de saúde do sistema penitenciário do DF nos últimos seis anos.

Paralelamente, a possibilidade de Bolsonaro ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar — a chamada Papudinha — segue em discussão. A unidade passou recentemente por obras financiadas por uma emenda parlamentar, mas, segundo a PM, os reparos ocorreram nos alojamentos de policiais, e não em celas para internos.