31 de julho de 2025
Campina Grande

MP investiga rompimento de reservatório que deixou uma mulher morta

Promotoria pede informações à empresa sobre vistorias e medidas adotadas após acidente que destruiu casas e interrompeu abastecimento em 40 bairros

Por Redação
Publicado em
Segundo o MP, a apuração terá caráter intersetorial e envolverá promotorias das áreas do Meio Ambiente, do Consumidor, do Cidadão e Criminal - Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação para apurar as causas e responsabilidades pelo rompimento de um reservatório da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), ocorrido no sábado (8), no bairro da Prata, em Campina Grande. O acidente resultou na morte de uma mulher de 62 anos, deixou duas pessoas feridas e causou o desabamento de três casas.

De acordo com o MP, o rompimento do reservatório, que armazenava cerca de dois milhões de litros de água, também afetou o abastecimento em 40 bairros de Campina Grande e em cidades vizinhas, como Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.

A promotora de Justiça plantonista, Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra, instaurou a notícia de fato e determinou que a Cagepa, por meio da Gerência Regional, apresente em até 48 horas informações sobre possíveis vistorias técnicas, medidas adotadas após o acidente e ações de reparo. Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Instituto de Polícia Científica (IPC) também deverão prestar esclarecimentos.

Segundo o MP, a apuração terá caráter intersetorial e envolverá promotorias das áreas do Meio Ambiente, do Consumidor, do Cidadão e Criminal. “O Ministério Público será atuante e vigilante até que as responsabilidades sejam apuradas e os danos coletivos reparados”, afirmou a promotora.

Em nota, a Cagepa lamentou o acidente, manifestou pesar pela morte da vítima e informou que instaurou um processo interno para identificar as causas do rompimento. A companhia afirmou ainda que equipes técnicas foram mobilizadas em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para atender as famílias afetadas.

O governador João Azevedo (PSB) declarou que o reservatório passava por manutenção constante e não apresentava sinais de risco. Ele garantiu que o governo prestará assistência material às vítimas e criou uma comissão especial, coordenada pelo vice-governador Lucas Ribeiro, para acompanhar o caso.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do rompimento, que arrastou carros, derrubou postes e destruiu residências na Rua Oswaldo Cruz.