Dono de bar é condenado a 19 anos por matar garçom após discussão por dívida de R$ 100, em Campina Grande
Empresário foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado; defesa alegou legítima defesa, mas argumento foi rejeitado pelo júri
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O empresário Francisco de Assis, proprietário de um bar em Campina Grande (PB), foi condenado nesta quinta-feira (6) a 19 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato do garçom William Rudson Granjeiro Pereira, morto após cobrar uma dívida de R$ 100. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum Afonso Campos.
Segundo a decisão, o réu foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, pelas circunstâncias de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A tese de legítima defesa, apresentada pelos advogados de Francisco, foi rejeitada pelo júri. A defesa também tentou reduzir a pena, mas o pedido foi negado pela juíza Flávia de Souza, responsável pela sentença.
O empresário acompanhou a sessão por videoconferência, uma vez que já se encontra preso no município de Caruaru (PE). Após a condenação, a defesa informou que pretende recorrer da decisão.
O crime ocorreu em maio de 2023, no bairro Santa Rosa, em Campina Grande. De acordo com as investigações, o garçom havia trabalhado por cerca de três dias no bar e foi ao local cobrar o valor que ainda não havia recebido. Durante a discussão, o dono do estabelecimento sacou uma arma e atirou contra o peito da vítima, que morreu no local.
O corpo de William Rudson foi velado e sepultado em Campina Grande. A condenação encerra um caso que causou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade.