Justiça autoriza transferência de sete líderes do Comando Vermelho para presídios federais no RJ
Decisão ocorre uma semana após megaoperação que deixou 121 mortos; principal alvo, "Doca", segue foragido com recompensa de R$ 100 mil
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Uma semana após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos, a Justiça autorizou, nessa terça-feira (4), a transferência de sete presos considerados lideranças do Comando Vermelho (CV) do sistema penitenciário estadual para presídios federais. O processo agora segue para o Juízo Federal, que adotará os trâmites legais necessários, com a Polícia Penal Federal responsável pela realização das transferências.
As unidades federais de destino ainda não foram divulgadas por razões de segurança – informações só serão conhecidas após a conclusão das escoltas. O governo do Rio havia solicitado dez vagas no sistema federal. De acordo com a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), em 2025 outros 12 presos do Rio foram incluídos no sistema penitenciário federal. Atualmente, o estado é o segundo com mais custodiados sob a guarda da Justiça Federal, totalizando 59.
Saiba quem são:
Arnaldo da Silva Dias, o “Naldinho”;
Carlos Vinicius Lírio da Silva, o “Cabeça do Sabão”;
Eliezer Miranda Joaquim, o “Criam”;
Fabrício de Melo Jesus, o “Bicinho”;
Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”;
Alexander de Jesus Carlos, o “Choque”;
Roberto de Souza Brito, o “Irmão Metralha”.
Enquanto as transferências são organizadas, o principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, permanece foragido. Considerado uma das principais lideranças do CV na Penha, Doca teria escapado durante a ação com a proteção de aproximadamente 70 integrantes da facção, que formaram um cerco armado para garantir sua fuga da região.
Natural da Paraíba, Doca é apontado pelo Ministério Público como responsável por ordenar atos de tortura no Complexo da Penha e atualmente comandaria o tráfico de drogas no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense. O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil por informações que levem à sua localização – valor igual ao oferecido pela captura de Fernandinho Beira-Mar quando esteve foragido na Colômbia.
A megaoperação de 28 de outubro, considerada a mais letal da história do estado, continua gerando desdobramentos enquanto as forças de segurança realizam diligências para localizar Doca e desarticular a cúpula do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.