Paquetá é punido por não colaborar com investigação sobre manipulação de apostas
Comissão disciplinar da Federação Inglesa absolve meia brasileiro das acusações de forjar cartões amarelos, mas aplica repreensão por não cooperar plenamente com investigação
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A Federação Inglesa de Futebol (FA) encerrou o caso contra Lucas Paquetá absolvendo o meia brasileiro das acusações de manipulação de apostas esportivas, mas aplicando uma punição por falta de colaboração durante as investigações. O veredito, anunciado na última terça-feira (28), põe fim a um processo que se estendeu por mais de dez meses e ameaçava a carreira do jogador do West Ham.
Embora tenha sido inocentado das graves acusações de forjar quatro cartões amarelos em partidas disputadas entre 2022 e 2023, Paquetá recebeu uma repreensão formal por não responder adequadamente a perguntas e não fornecer todas as informações solicitadas pela comissão investigadora. A punição, considerada branda, não inclui suspensão de jogos ou multa financeira significativa - cabendo ao atleta arcar apenas com 10% dos custos processuais.
O West Ham oficializou a absolvição do jogador em comunicado nas redes sociais, confirmando que uma comissão reguladora independente inocentou Paquetá de todas as acusações de má conduta relacionadas a apostas. O clube destacou o caráter independente do julgamento que resultou na absolvição do atleta.
O processo, que começou em maio de 2024 após extensa investigação, chegou a envolver também o tio do jogador, Bruno Tolentino, em conexão com o caso de Luiz Henrique, ex-Botafogo. A resolução do caso reabre as possibilidades de transferência para o meia, que havia tido uma negociação com o Manchester City interrompida em 2023 por conta das investigações. Segundo o jornal britânico "The Times", Paquetá já estuda uma possível saída do West Ham em janeiro de 2026, com o Aston Villa demonstrando interesse recente no brasileiro.