31 de julho de 2025
Mais letal do RJ

Deputados de Alagoas divergem sobre megaoperação no Rio que deixou mais de 100 mortos

Enquanto Ronaldo Medeiros critica ação como “desastrosa” e “marcada por execuções”, Cabo Bebeto defende a polícia e diz que “o bem venceu o mal”

Por Redação
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Deputados de Alagoas divergem sobre megaoperação no RJ - Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A megaoperação policial realizada nesta semana nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, repercutiu entre os deputados estaduais de Alagoas durante a sessão desta quarta-feira (29). 

O confronto, que terminou com mais de 100 mortos, dividiu opiniões no plenário: para Ronaldo Medeiros (PT), a ação foi uma tragédia marcada por abusos; já Cabo Bebeto (PL) afirmou que a polícia agiu corretamente no combate ao crime.

A discussão começou quando Ronaldo Medeiros manifestou repúdio à megaoperação, classificando-a como “desastrosa” e apontando a falta de estratégia do Estado. 

“Esse não é o caminho para enfrentar o crime, matando inocentes. Nas favelas vivem trabalhadores, pais e mães de família. Não é só marginal que mora lá”, afirmou.

O petista criticou a ausência de políticas públicas nas comunidades e lamentou o cenário deixado pela operação. 

“Corpos ficaram estendidos nas ruas, moradores tiveram que recolhê-los. Quando o Estado chega só com a polícia, ele chega tarde. A desigualdade é que empurra pessoas para as margens”, completou, solidarizando-se com as famílias das vítimas.

Na contramão, Cabo Bebeto saiu em defesa das forças de segurança e rebateu o colega. Para ele, a ação no Rio representou uma vitória contra o crime organizado.

 “Quatro homens de bem — dois PMs e dois civis — perderam a vida e ninguém lembra deles. Lá não tinha inocente armado de fuzil. O bem venceu o mal, como costuma acontecer”, declarou.

O parlamentar do PL encerrou sua fala elogiando a corporação e reafirmando o apoio à polícia. 

“A PM do Rio é uma das mais mal pagas do país e, ainda assim, enfrenta criminosos fortemente armados. Se alguém tem que morrer, que seja o bandido — e 99% dos mortos eram bandidos”, disse, desejando pronta recuperação aos agentes feridos.

*Com informações da Ascom ALE