31 de julho de 2025
durante blitz

Arma de Jair Bolsonaro é apreendida com sargento do Exército em blitz no DF

Ao ser abordado pelos policiais militares, o sargento apresentou sua documentação de porte funcional, identificou-se como membro do GSI e informou que a arma pertencia a Bolsonaro

Por Redação
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Bolsonaro cumpre atualmente regime de prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de segunda-feira (15). A apreensão ocorreu durante uma blitz de rotina realizada no Pistão Norte, na região administrativa de Taguatinga.

O armamento estava sob a posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio, que atua no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Após a abordagem, o militar foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos.

Justificativa de conserto mecânico


Ao ser abordado pelos policiais militares, o sargento apresentou sua documentação de porte funcional, identificou-se como membro do GSI e informou que a arma pertencia a Bolsonaro.

Em seu depoimento à Polícia Civil, o sargento explicou que havia retirado o armamento na própria segunda-feira com o objetivo de realizar um reparo mecânico simples no percussor da arma, que vinha apresentando falhas (pane). Segundo a versão do militar, o plano era devolver o item ao ex-presidente nesta terça-feira (16), logo após a conclusão do conserto.

Apesar de o sargento possuir autorização para o porte de armas, o fato de o artefato estar registrado em nome de terceiros motivou a apreensão. O armamento foi retido para que a Polícia Civil apure a regularidade do transporte e a legalidade da posse por parte do sargento.

Contexto do ex-presidente


Jair Bolsonaro cumpre atualmente regime de prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por crimes que incluem tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ex-presidente, que iniciou o cumprimento da pena em regime fechado em novembro de 2025, obteve o benefício da prisão domiciliar humanitária em março deste ano, após ser internado no Hospital DF Star com um quadro de broncopneumonia aspirativa.

A medida, concedida em caráter excepcional pelo ministro Alexandre de Moraes por um prazo inicial de 90 dias, impõe restrições severas a Bolsonaro. O ex-presidente está proibido de utilizar celulares, computadores ou qualquer outro meio de comunicação externa, mesmo que por intermédio de terceiros. O descumprimento de qualquer uma das regras pode resultar no retorno imediato ao regime fechado.