31 de julho de 2025
Operação Contenção

Saldo de suspeitos mortos em ação na Penha e no Alemão pode aumentar

Balanço final da operação nos complexos do Alemão e da Penha aponta maior letalidade já registrada; polícia defende ação e governo pede vagas em presídio federal

Por Redação
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Número de mortos na operação pode chegar a 66 na operação - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um balanço final da Operação Contenção, realizada na noite de terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, revelou a dimensão do maior confronto policial da história do Rio de Janeiro. A ação, que mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares, resultou na prisão de 81 criminosos – incluindo um dos líderes conhecido como ‘Belão’ – e na apreensão de um vasto arsenal: 93 fuzis, pistolas, granadas e mais de 500 quilos de entorpecentes. O número de mortos, inicialmente contabilizado em 60 criminosos e quatro policiais, pode chegar a 66, caso sejam confirmadas as seis mortes de moradores encontrados em uma área de mata.

O Hospital Getúlio Vargas, por sua localização próxima aos complexos, centralizou o atendimento a todos os mortos e feridos. Na entrada do hospital, moradores iniciaram um protesto na noite de terça, alegando que mais corpos teriam sido deixados na mata. O ato levou a Polícia Militar a reforçar o policiamento no local. As seis vítimas encontradas na mata ainda não foram oficialmente vinculadas à operação pelas autoridades.

Em coletiva, o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, defendeu a operação, classificando-a como fruto de "inteligência e de um planejamento cuidadoso". Ele argumentou que a grande extensão da área – equivalente a dois bairros de Copacabana – e os múltiplos focos de confronto são prova da precisão das informações. "Quanto mais inteligência, mais resistência e chance de confronto. Nossas equipes agiram de forma estratégica para capturar ou neutralizar narcoterroristas que tiram a liberdade e a tranquilidade da população", declarou. O coronel Marcelo Menezes, secretário da PM, destacou o "alto poder de fogo" dos criminosos e a retirada de circulação de quase 100 fuzis.

Em resposta à escalada do crime organizado, o governador Cláudio Castro solicitou ao governo federal dez vagas em presídios de segurança máxima para a transferência de lideranças do Comando Vermelho. A Secretaria de Administração Penitenciária já reforçou a vistoria em unidades carcerárias e monitora 30 presos que violaram o uso de tornozeleiras eletrônicas na região. A operação, que teve como objetivo conter a expansão territorial da facção e cumprir mandados de prisão, é resultado de mais de um ano de investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

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