31 de julho de 2025
Crise no Rio de Janeiro

Planalto convoca reunião de emergência após operação mais letal da história do Rio deixar 64 mortos

Encontro foi convocado por Rui Costa e contou com a presença de Alckmin, ministros e representantes da PF para discutir a escalada da violência nos complexos do Alemão e da Penha

Por Redação
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Operação mais letal do Rio de Janeiro deixou 64 mortos - Foto: RS/Fotos Públicas

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (28), para discutir a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, que já deixou ao menos 64 mortos. A informação é do Metrópoles.

Participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin — que responde interinamente pela Presidência da República durante a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Malásia —, além dos ministros Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e José Múcio Monteiro (Defesa). Também estiveram presentes representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Federal.

Mais cedo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou em coletiva de imprensa que o governo federal tem colaborado com o estado dentro das suas possibilidades.

“As forças federais não são coadjuvantes das polícias militares nem civis. Nós auxiliamos o Rio de Janeiro no que podemos. Nenhum pedido do governador Cláudio Castro até agora foi negado”, declarou Lewandowski.

De acordo com a publicação, Alckmin, Rui Costa e Sidônio Palmeira já haviam se reunido mais cedo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para tratar do agravamento da crise no Rio.

O governador Cláudio Castro criticou a falta de apoio federal e afirmou estar “atuando sozinho” para conter a violência. A operação, que mobilizou forças de segurança em diferentes pontos da capital fluminense, é considerada a mais letal da história do estado.

O presidente Lula deve chegar a Brasília ainda na noite desta terça-feira, após retornar de viagem à Malásia. Enquanto isso, o Planalto segue acompanhando a situação.