Venda do terreno do CAPs: deputado federal acusa Governo de Alagoas de leiloar quarteirão por 1/4 do valor de mercado
Fábio Costa alega que área, que abriga CAPS, Delegacia do Turista e Patrulha Maria da Penha, foi vendida por R$ 15 milhões em processo "relâmpago" e sem transparência
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A venda do terreno localizado no nobre bairro da Jatiúca, em Maceió, pelo governo de Alagoas, tornou-se o centro de uma grande polêmica envolvendo o valor do imóvel e a falta de transparência no processo. O deputado federal Delegado Fábio Costa (PP) acionou suas redes sociais para denunciar que o quarteirão, que abriga serviços públicos essenciais, foi vendido por apenas R$ 15 milhões, um valor que representa um quarto da sua cotação real no mercado, estimada em R$ 60 milhões.
Além da suposta desvalorização do patrimônio público, o parlamentar destacou o caráter humanitário da questão. No local funcionam o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Dr. Rostan Silvestre, a Delegacia do Turista e a Patrulha Maria da Penha. A venda implica no despejo desses três serviços fundamentais para a saúde mental, a segurança dos turistas e a proteção das mulheres vítimas de violência em Alagoas.
O processo de venda é apontado como irregular pelo deputado. De acordo com Fábio Costa, todo o procedimento foi concluído em um tempo recorde de 35 dias, da publicação do edital no Diário Oficial até o leilão. Ele critica a falta de publicidade, afirmando que o aviso de licitação sequer citava qual área seria leiloada, o que teria inibido a participação de outros interessados e caracterizado um "verdadeiro saldão do Patrimônio de Alagoas".
Em sua declaração nas redes sociais, o deputado foi enfático: "Tomarei todas as medidas necessárias para preservar o patrimônio e os direitos do povo alagoano". Fábio Costa informou que já encaminhou pedidos de esclarecimento ao Governo do Estado e que adotará as providências cabíveis para tentar anular a venda, que considera lesiva ao erário público e à população.