31 de julho de 2025
“elefante branco”

Alerj inclui Maracanã em lista de imóveis do estado à venda para reduzir despesas

O Maracanã funciona atualmente sob concessão privada de 20 anos, assinada em 2024 pelos clubes Flamengo e Fluminense

Por Redação
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A venda do complexo dependerá ainda da aprovação do plenário da Alerj e da sanção do governador - Foto: Governo do estado do Rio/Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a inclusão do Complexo do Maracanã em uma lista de 62 imóveis do estado que podem ser vendidos para reduzir despesas e gerar receita. O projeto de lei complementar 40/2025, do Executivo, tinha inicialmente 48 imóveis e visava cortar gastos de manutenção e arrecadar recursos para os cofres públicos, mas não incluía o estádio.

O Maracanã, palco de duas finais de Copa do Mundo (1950 e 2014), e a Aldeia Maracanã, prédio histórico ocupado por famílias indígenas, passam a integrar a lista. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União Brasil), classifica o estádio como “elefante branco” e defende a venda como forma de reduzir custos com imóveis subutilizados.

O deputado Flavio Serafini (PSOL) é contrário à medida, destacando a importância cultural e esportiva do estádio e defendendo a preservação e valorização da Aldeia Maracanã como centro de referência dos povos originários.

O Maracanã funciona atualmente sob concessão privada de 20 anos, assinada em 2024 pelos clubes Flamengo e Fluminense, que pagaram R$ 20 milhões e se comprometeram a investir R$ 186 milhões. A venda do complexo dependerá ainda da aprovação do plenário da Alerj e da sanção do governador.