31 de julho de 2025
SAÚDE

Superlotação na Santa Mônica expõe colapso na saúde materno-infantil de Alagoas, diz Sinmed; confira o vídeo

Sindicato dos Médicos alerta para risco de vidas com imagens de pacientes em corredores e cobra descentralização e investimentos urgentes

Por Redação
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Sindicato comprovou mais uma vez, a superlotação da maternidade Santa Mônica. - Foto: Reprodução

A Maternidade Escola Santa Mônica, principal referência para atendimentos de alto risco em Alagoas, viveu mais um dia de colapso nesta última quarta-feira (22). A unidade enfrenta uma grave situação de superlotação, com imagens divulgadas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL) mostrando a realidade alarmante: pacientes internadas na área de triagem e uma mulher recém-operada sendo atendida em uma maca no corredor.

Esta não é uma cena isolada. De acordo com o Sinmed-AL, a crise na Santa Mônica é uma "dor que se repete", reflexo direto da falta crônica de estrutura e de investimentos adequados na rede pública de saúde do estado, comprovando o abandono da área pelo governo Paulo Dantas (MDB). O sindicato denuncia a sobrecarga insustentável sobre os profissionais e a precariedade do atendimento oferecido a gestantes e bebês, que têm suas vidas colocadas em risco.

Veja o vídeo:

Diante do cenário crítico, o apelo por medidas urgentes se intensifica. O sindicato reforça a necessidade imediata de descentralizar o atendimento, para que outras regiões do estado possam compartilhar a carga de pacientes de alta complexidade, e do fortalecimento de toda a rede de saúde materno-infantil. Com a mensagem “A vida das mães e dos bebês importa”, o Sinmed-AL conclama a população a pressionar as autoridades por soluções concretas e efetivas, capazes de evitar novas situações de sofrimento e risco dentro das unidades de saúde alagoanas.

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Importante lembrar que somente esta semana, os profissionais de enfermagem das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Jacintinho e do Tabuleiro, realizaram uma mobilização para cobrar o pagamento dos salários de setembro, o complemento do piso nacional da categoria e melhores condições de trabalho, incluindo o fornecimento adequado de insumos médicos.

E na última terça-feira (21), o Governo de Alagoas voltou a ser alvo de críticas e cobranças após o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) recomendarem que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) analisem, com urgência, uma proposta da Santa Casa de Misericórdia de Maceió para o pagamento de uma dívida de cerca de R$ 5 milhões referente à Maternidade Nossa Senhora da Guia. O débito, acumulado pela falta de repasses do Estado, ameaça a continuidade dos serviços e coloca em risco centenas de empregos.