Brasil e EUA retomam diálogo e trabalham para encontro entre Lula e Trump
Chanceler Mauro Vieira se reuniu com secretário de Estado Marco Rubio na Casa Branca para discutir tarifas e questões bilaterais, em um esforço para superar meses de tensão diplomática
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Em um passo significativo para a reaproximação bilateral, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, nesta quinta-feira (16), na Casa Branca. Em declaração conjunta, as autoridades descreveram as conversas como "muito positivas" e focadas nas questões comerciais e bilaterais em andamento, com ênfase principal nas tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros.
O comunicado, divulgado em português e inglês, destacou o compromisso de ambos os lados em estabelecer uma rota de trabalho conjunto. Um dos pontos de maior relevância acordados foi a intenção de realizar uma reunião de cúpula entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. "Ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na primeira oportunidade possível", afirmou a nota. A data e o local do potencial encontro ainda não foram definidos, dependendo da compatibilidade das agendas presidenciais.
O encontro de alto nível marca a retomada formal do diálogo após meses de fortes tensões. A relação entre os dois países entrou em uma fase de instabilidade após o governo Trump decidir impor tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, justificando a medida como uma resposta a uma suposta politização do Judiciário no Brasil. A decisão, vista em Brasília como uma retaliação política, foi acompanhada de sanções financeiras e consulares contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Esta reunião entre os chanceleres representa o mais concreto esforço de destravar a relação bilateral desde que Trump reassumiu a Presidência dos EUA em janeiro, sinalizando uma disposição de ambas as capitais em superar as divergências e restabelecer a cooperação.