Israel anuncia que libertação de reféns em Gaza começará na segunda-Feira
Porta-voz do governo detalhou que 20 reféns serão transferidos à Cruz Vermelha; enquanto isso, palestinos retornam ao norte do território esperançosos com o cessar-fogo
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Em um anúncio aguardado com expectativa global, uma porta-voz do governo israelense confirmou neste domingo (12) que a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza terá início na manhã de segunda-feira (13), horário local. A declaração marca um passo crucial no frágil acordo de cessar-fogo mediado por potências internacionais, que inclui a troca de prisioneiros.
De acordo com a porta-voz Shosh Bedrosian, a operação prevê a libertação simultânea de todos os 20 reféns que se acredita estarem vivos. "Os reféns serão libertados ao mesmo tempo para a Cruz Vermelha e transportados em seis a oito veículos, sem qualquer exibição doentia do Hamas", afirmou. Ela detalhou que, após a entrega, os reféns serão levados para áreas de Gaza controladas por Israel e, em seguida, transferidos para a base de Re'im, no sul do país, onde se reunirão com suas famílias.
Enquanto a operação de libertação se organiza, milhares de palestinos que haviam se deslocado para o sul de Gaza começaram a retornar para o norte, em direção à Cidade de Gaza, epicentro dos ataques israelenses dos últimos meses. Movidos pela esperança de que o cessar-fogo possa pôr fim ao conflito, muitos expressaram um misto de alívio e exaustão. "Há muita alegria entre as pessoas", relatou Abdou Abu Seada, acrescentando que a felicidade é temperada pela devastação de dois anos de guerra que destruiu grande parte do território.
O acordo estabelece que o Hamas deve libertar todos os reféns restantes até o meio-dia de segunda-feira (6h no horário de Brasília). Paralelamente, o coordenador de reféns de Israel, Gal Hirsch, informou que uma força-tarefa será formada para localizar os restos mortais de quaisquer reféns que tenham falecido durante o cativeiro.
O contexto diplomático ganha ainda mais relevância com o anúncio da visita do ex-presidente americano Donald Trump a Israel nesta segunda-feira (13), onde discursará no parlamento (Knesset) antes de seguir para uma cúpula no Egito. O acordo que viabilizou a trégua foi mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, em uma complexa negociação descrita como uma "fase inicial" para a pacificação da região.