31 de julho de 2025
ECONOMIA

Lula anuncia nova política de crédito imobiliário com fim do compulsório da poupança

Medida amplia teto do SFH para R$ 2,25 milhões e visa financiar 80 mil moradias pela Caixa até 2026

Por Redação
Publicado em
Valor máximo do imóvel passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões - Foto: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (10), durante o evento Incorpora 2025 em São Paulo, uma reformulação completa do sistema de crédito imobiliário nacional. A principal mudança elimina gradualmente os depósitos compulsórios da poupança no Banco Central e estabelece que todo o valor depositado na caderneta será usado como referência para financiamentos habitacionais. O anúncio representa uma vitória do governo na busca por alternativas de financiamento para a classe média, uma das bandeiras do terceiro mandato de Lula.

A reforma aumenta significativamente o valor máximo dos imóveis financiáveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), saltando de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A expectativa do governo é que, com as novas regras, a Caixa Econômica Federal financie 80 mil novas moradias até 2026. Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 12 mil, e a nova política visa exatamente preencher a lacuna de financiamento para a classe média.

O modelo atual, que exige que 65% dos recursos da poupança sejam direcionados ao crédito imobiliário, 20% fiquem no Banco Central como depósito compulsório e 15% sejam livres, será substituído por um sistema que usa o total dos depósitos como base para cálculo. Durante a transição gradual, que se estenderá até janeiro de 2027, o compulsório cairá para 15%. A mudança busca reverter o cenário de saques líquidos da poupança, que somaram R$ 78,5 bilhões apenas em 2025, influenciados pela manutenção da Selic em patamares elevados.