31 de julho de 2025
Prejuízos

Metade dos bares de São Paulo registra queda no faturamento após alerta de intoxicações

Restaurantes e pizzarias se mantêm estáveis, enquanto consumidores optam por bebidas mais seguras

Por Redação
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Bebidas destiladas - Foto: Divulgação

A crise provocada por casos de intoxicação e falsificação de bebidas destiladas afetou parte dos bares de São Paulo. Dados da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo), divulgados nesta terça-feira (7), mostram que cerca de 50% dos bares registraram queda no faturamento no primeiro fim de semana após a repercussão do problema.

Apesar disso, o impacto não foi generalizado: 74% dos estabelecimentos entrevistados mantiveram o faturamento estável, e apenas 26% apontaram redução nas vendas. A análise por tipo de negócio revela diferenças significativas: restaurantes, lanchonetes e pizzarias apresentaram maior estabilidade (78%), enquanto bares, mais dependentes de destilados, registraram equilíbrio em apenas 48% dos casos.

“Não se trata de uma crise do setor de alimentação como um todo, mas de um problema pontual ligado a produtos falsificados”, explica Gabriel Pinheiro, diretor da Abrasel SP.

Segundo a associação, os clientes não deixaram de frequentar os bares, mas ajustaram o consumo. Bebidas como cervejas, vinhos e opções sem álcool tiveram aumento na procura, refletindo uma busca por alternativas consideradas mais seguras. A preocupação dos consumidores foi, em grande parte, temporária, segundo 85% dos empresários ouvidos.

A comunicação com o público se mostrou estratégica: 80% dos estabelecimentos que orientaram clientes sobre medidas de segurança mantiveram ou aumentaram o faturamento, contra 61% entre os que não informaram ativamente o público.

Para reduzir riscos, a Abrasel recomenda: adquirir bebidas apenas de fornecedores confiáveis, com nota fiscal; descartar garrafas vazias de forma segura; e treinar equipes internamente. “Como os falsificadores utilizam garrafas originais, não é possível identificar a fraude apenas visualmente. A ação deve começar na origem do problema”, alerta Pinheiro.

*Com informações da CNN Brasil