31 de julho de 2025
OPERAÇÃO ÚLTIMA FASE

PF investiga esposa de delegado-geral de Alagoas por suspeita de fraude no CNU, diz coluna

Polícia Federal aponta que gabarito de Aially Xavier foi idêntico ao de outros investigados; defesa contesta e fala em "gabaritos semelhantes" em prova concorrida

Por Redação
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Operação Última Fase ocorreu em Alagoas, Pernambuco e Paraíba. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

esposa do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na quinta-feira (2), segundo informações da coluna de Fábio Serapião, do portal Metrópoles. Aially Xavier é investigada na Operação Última Fase sob a suspeita de ter sido beneficiada por um esquema de fraude no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, para o cargo de auditor fiscal do trabalho.

De acordo com a PF, a investigação começou ao identificar que o gabarito de Aially era idêntico ao de outros candidatos já sob suspeita. A análise da banca organizadora, a Cesgranrio, revelou que ela teve respostas idênticas às dos investigados, especialmente no turno da tarde da prova, que continha 50 questões de conhecimentos específicos. A PF sustenta que a coincidência de gabaritos e até de erros idênticos em um exame com diferentes versões de prova é um forte indício de fraude coordenada.

Em um trecho do mandado judicial, a PF afirma: “A análise do material oriundo das quebras de sigilo corroborou a fraude desse grupo”. No entanto, a corporação não encontrou, em uma análise preliminar de um celular apreendido da investigada, informações diretas que a ligassem ao esquema.

A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e efetuou três prisões preventivas nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. As investigações abrangem supostas fraudes não apenas no CNU, mas também em concursos da Polícia Civil de PE e AL, da Universidade Federal da Paraíba, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Entre os métodos ilícitos identificados está o uso de um ponto eletrônico que requeria procedimento médico para ser removido.

Por meio de sua assessoria, Aially Xavier negou as acusações. Em nota, sua defesa afirmou que “não há prova ou materialidade nas supostas irregularidades” e considerou “perfeitamente natural que numa prova concorrida como a do CNU haja gabaritos semelhantes”. A defesa também questionou a competência territorial do delegado responsável pelas buscas, que é da Paraíba, enquanto a investigada reside em Alagoas.

O delegado-geral Gustavo Xavier, marido de Aially, foi procurado pela reportagem do Metrópoles, mas não se manifestou sobre o caso.

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