Paciente com suspeita de intoxicação por metanol sofre AVC hemorrágico e está em estado gravíssimo
Homem de 47 anos é o segundo caso suspeito no Distrito Federal; Hungria segue internado na UTI, mas perícia descarta contaminação por metanol na vodca apreendida
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Um paciente de 47 anos com suspeita de intoxicação por metanol desenvolveu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico extenso e encontra-se em estado gravíssimo na UTI do Hospital de Base do Distrito Federal. Este é o segundo caso suspeito de contaminação registrado na capital federal, onde o cantor Hungria também permanece internado por suspeita de intoxicação pela mesma substância.
O homem, identificado pelas iniciais C.S.S., deu entrada na UPA de Brazlândia na madrugada de sexta-feira (3) já em estado grave, foi intubado e transferido para a UTI do Hospital Regional de Santa Maria. Após exames complementares que detectaram o AVC hemorrágico, foi encaminhado ao Hospital de Base, unidade de referência em neurologia da rede pública. O Metrópoles apurou que o paciente ingeriu vodca na noite anterior à internação, mas ainda não há confirmação laboratorial de intoxicação por metanol.
Caso Hungria e investigações em andamento
Enquanto isso, o cantor Hungria segue internado na UTI de um hospital do DF recebendo etanol como parte do tratamento para eliminar o metanol do organismo. Em nova revelação, a perícia da Polícia Civil do DF analisou as duas amostras de vodca ingeridas pelo artista e constatou que não havia contaminação por metanol nas bebidas. A investigação continua para apurar se a contaminação pode ter ocorrido através de líquidos "batizados" em outros recipientes durante sua recente viagem a São Paulo, estado com diversos casos confirmados.
Diante do crescimento de notificações, a Vigilância Sanitária do DF determinou a criação de uma força-tarefa para fiscalizar a venda de bebidas alcoólicas em toda a capital. As ações noturnas, que começaram na madrugada de quinta-feira (3/10), seguirão até segunda-feira (6/10), complementando as fiscalizações diurnas realizadas em estabelecimentos comerciais. A secretária executiva de Assistência à Saúde do DF, Edna Marques, orienta que casos de embriaguez com sintomas prolongados além de 12 horas ou com alterações visuais devem ser considerados suspeitos e receber atendimento especializado imediato.