Maceioense está na lista de suspeitos de intoxicação por metanol, informa Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco
Seis novas notificações envolvem homens de 20 a 58 anos de diversas cidades; estado registra um óbito suspeito ocorrido no final de agosto
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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou neste sábado (4) a notificação de seis novos casos suspeitos de intoxicação por metanol, elevando para 12 o total de ocorrências no estado relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Os novos pacientes são todos homens, com idades entre 20 e 58 anos, residentes nas cidades de Lajedo, Lagoa do Ouro, Caruaru, Recife, Carpina e Maceió, capital de Alagoas - este último sendo um caso importado.
A atualização do boletim oficial também confirmou a notificação de um óbito suspeito de intoxicação por metanol no município de Lajedo, ocorrido no final de agosto. Além dos 12 casos em investigação, a SES-PE registrou um caso já descartado, após laudos indicarem que as alterações de saúde do paciente não eram compatíveis com intoxicação exógena.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.
Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:
Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;
É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.
Com informações do Diário de Pernambuco e da Agência Brasil.