São Paulo confirma segunda morte por metanol e investiga 148 casos suspeitos de intoxicação
Homem de 46 anos morre após consumir bebida adulterada; estado soma 14 casos confirmados e 7 óbitos em investigação, com vítimas que variam de 28 a 54 anos
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A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou neste sábado (4) a segunda morte por intoxicação por metanol no estado, tratando-se de um homem de 46 anos que havia ingerido bebida alcoólica adulterada. O estado paulista soma agora 14 casos confirmados da contaminação e investiga outras 148 ocorrências suspeitas, incluindo sete óbitos que podem estar relacionados à substância tóxica. As mortes sob investigação estão distribuídas pela capital paulista (4), São Bernardo do Campo (2) e Cajuru (1).
A primeira vítima fatal confirmada no Brasil foi o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, morador de São Paulo, que faleceu em 16 de setembro após passar mal quatro dias antes. As autoridades policiais agora apuram as circunstâncias da segunda morte, investigando se a bebida consumida era falsificada, adulterada ou se o metanol - álcool industrial utilizado como solvente - foi utilizado na limpação da garrafa.
Histórias de vidas afetadas pela contaminação
Os casos de intoxicação têm afetado profundamente a vida de diversas pessoas em São Paulo:
- Rafael Anjos Martins, 28 anos, está em coma desde 30 de agosto após consumir gin adulterado comprado na Zona Sul. Seus amigos que beberam menores quantidades também foram intoxicados, com uma delas relatando problemas de visão;
- Radharani Domingos, 43 anos, designer de interiores, perdeu completamente a visão após consumir três caipirinhas em um bar nobre dos Jardins, que foi interditado. Ela chegou a ser internada na UTI com convulsões;
- Bruna Araújo de Souza, 30 anos, encontra-se em estado grave após consumir vodca com suco em um bar de São Bernardo do Campo durante show de pagode;
- Wesley Pereira, 31 anos, está internado desde agosto em coma, com parada renal e AVC após consumir whisky em uma festa na Zona Sul;
- Marcelo Lombardi, 45 anos, advogado e empresário, faleceu após consumir vodca adulterada comprada em uma adega, deixando esposa e família.
Além dos casos em São Paulo, o Ministério da Saúde monitora ocorrências em outros estados, incluindo Pernambuco (7), Mato Grosso do Sul (4), Bahia (2), Goiás (2), Pará (2), e casos isolados no Distrito Federal, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Piauí. O metanol, quando ingerido, ataca fígado, cérebro e nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e morte.