31 de julho de 2025
Vacinação

Ministério da Saúde amplia vacinação contra HPV para adolescentes até dezembro

De acordo com balanço do ministério, mais de 115 mil adolescentes já foram imunizados

Por Redação
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Vacinação está sendo realizada em unidades básicas de saúde (UBS) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde estendeu até dezembro a campanha de vacinação contra o HPV voltada para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a imunização na faixa etária recomendada (9 a 14 anos). A meta da mobilização é alcançar cerca de 7 milhões de jovens em todo o país.

A vacinação está sendo realizada em unidades básicas de saúde (UBS), além de pontos estratégicos como escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings, com apoio de estados e municípios. A vacina é gratuita, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais de 115 mil adolescentes já foram vacinados

De acordo com balanço do ministério, mais de 115 mil adolescentes foram imunizados desde o início desta nova etapa da campanha. Os estados com maior número de vacinados até o momento são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Em 2024, a cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos alcançou mais de 82%, índice superior à média global de 37%. Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura foi de 67%.

Brasil adota esquema de dose única para adolescentes

Desde 2023, o país passou a adotar o esquema de dose única da vacina contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, seguindo recomendações internacionais. A medida visa acelerar a meta de eliminação do câncer de colo do útero até 2030.

Para pessoas imunocomprometidas — como pacientes com HIV/aids, transplantados, oncológicos ou em uso de PrEP — e vítimas de violência sexual com 15 anos ou mais, o esquema segue com três doses.

HPV: a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo

O HPV (papilomavírus humano) é a IST mais comum no mundo e pode afetar pele e mucosas. Existem mais de 200 tipos do vírus, alguns causadores de verrugas genitais e outros associados a cânceres como os de colo do útero, pênis, ânus, boca e garganta.

Embora muitas infecções não apresentem sintomas visíveis, o vírus pode permanecer latente por meses ou até anos. Os primeiros sinais podem surgir entre dois e oito meses após o contágio, mas, em alguns casos, os efeitos podem demorar até duas décadas para se manifestar — especialmente em pessoas com imunidade baixa.

A principal forma de prevenção é a vacinação, complementada pelo uso de preservativos. O diagnóstico é feito por exames clínicos e laboratoriais, conforme o tipo de lesão.