31 de julho de 2025
NO SENADO

Senador Izalci defende que voto de Fux no STF expõe "viés político" do tribunal

Em pronunciamento, parlamentar também elogiou os trabalhos da CPMI do INSS, que investiga fraudes no crédito consignado, e afirmou que a oposição não tem "bandido de estimação"

Por Redação
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Izalci critica julgamento no STF e defende CPMI do INSS - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (10), o senador Izalci Lucas (PL-DF) comentou o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que absolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista. O parlamentar afirmou que os argumentos de Fux reforçam questionamentos sobre a competência da Corte para conduzir o processo.

Izalci citou trechos do voto em que Fux teria dito que "não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político" e que sua função é afirmar "o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal". Baseando-se nisso, o senador foi contundente: “O voto do ministro Fux lava a alma de muita gente. Não cabe o que está sendo feito lá no Supremo. Qualquer um sabe disso e vê claramente esse viés político do Supremo Tribunal Federal”.

CPMI do INSS e o Combate à Fraude

Em seguida, o senador mudou o foco para um tema de grande impacto social: os trabalhos da CPMI que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS em contratos de crédito consignado não autorizados. Izalci elogiou a aprovação de requerimentos de quebra de sigilo, etapa que considera fundamental para aprofundar as investigações e rastrear os recursos desviados.

O parlamentar destacou que a comissão já ouviu representantes de órgãos de controle e que busca ouvir ex-presidentes do INSS e dirigentes de instituições financeiras para identificar e responsabilizar todos os envolvidos, independente de seu espectro político.

Sem "Bandido de Estimação"

Izalci finalizou seu discurso com uma declaração de princípio que reverbera entre o eleitorado: a defesa da apuração imparcial. “A orientação da oposição é não passar a mão na cabeça de ninguém, seja do governo Dilma, do governo Temer, do governo Bolsonaro, do governo Lula. Errou, tem que pagar pelo erro. Não tem nenhum bandido de estimação lá”, declarou, reforçando o compromisso com a investigação rigorosa das fraudes no consignado, um tema que afeta diretamente a vida de milhões de aposentados em Alagoas e em todo o Brasil.

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