Israel ataca Doha, no Catar, sexto país atingido em meses de escalada militar
Jatos sobrevoaram a capital catariana e lançaram armamentos de precisão contra o que seriam integrantes da alta cúpula do Hamas.
Publicado em
Israel realizou, nesta terça-feira (9), um ataque aéreo contra supostos líderes do Hamas que, segundo o governo israelense, estavam reunidos em Doha, capital do Catar. O episódio marca a primeira ofensiva de Israel em território catariano e amplia para seis o número de países atingidos por operações militares israelenses nos últimos meses — além de Gaza, já foram alvos o Irã, o Líbano, a Síria e o Iêmen.
De acordo com o porta-voz do Exército israelense, a ação foi conduzida em conjunto pelo serviço de inteligência Shin Bet e pela Força Aérea de Israel. Jatos sobrevoaram a capital catariana e lançaram armamentos de precisão contra o que seriam integrantes da alta cúpula do Hamas. A imprensa israelense afirma que um dos alvos era Khalil Al-Hayya, considerado o principal negociador do grupo nas tentativas de acordo de paz.
Fontes do Hamas confirmaram à Reuters e à Al Jazeera que seus dirigentes sobreviveram, mas relataram a morte do filho de Al-Hayya na explosão. Israel ainda não divulgou informações sobre vítimas.
O governo do Catar afirmou, em nota oficial, que um agente da Força de Segurança Interna do país foi morto no ataque, e outros integrantes ficaram feridos. As autoridades classificaram a ofensiva como uma violação das leis internacionais e de sua soberania. A Organização das Nações Unidas (ONU) também condenou a ação, definindo-a como uma “violação flagrante da soberania nacional”.
Segundo a emissora israelense I24, os Estados Unidos foram informados previamente sobre a operação e autorizaram o ataque. A Casa Branca confirmou à agência Reuters que o presidente Donald Trump havia recebido aviso antecipado. Após a ofensiva, a embaixada norte-americana em Doha emitiu ordem de abrigo para seus cidadãos em território catariano.
A ofensiva contra o Catar amplia a lista de países atingidos diretamente pelas ações militares israelenses desde meados de 2024. Em junho, Israel já havia bombardeado o Irã e vinha conduzindo ataques contra o Líbano, a Síria e o Iêmen, além das operações contínuas na Faixa de Gaza.