Barco de ativistas com brasileiro Thiago Ávila e Greta Thunberg é atacado por drone na Tunísia em missão a Gaza
Embarcação da frota humanitária foi alvo de explosão; ninguém ficou ferido
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O barco que transportava o ativista brasileiro Thiago Ávila (39 anos) e a ambientalista sueca Greta Thunberg (22 anos) foi alvo de um ataque com drone nesta segunda-feira (8) no mar da Tunísia, durante uma missão para criar um corredor humanitário em direção à Faixa de Gaza. A embarcação, que integrava a frota da Global Sumud Flotilla (GSF) com 80 barcos de 44 países, partiu de Barcelona (Espanha) em 31 de agosto com o objetivo de levar ajuda ao território palestino.
Esta é a segunda tentativa de Ávila em 2025 para romper o bloqueio a Gaza. Em junho, ele foi detido pelo exército israelense junto com outros 11 ativistas a bordo do veleiro Madleen, sendo posteriormente deportado após permanecer preso em Israel . Desta vez, o ataque ocorreu quando a embarcação navegava sob bandeira portuguesa com seis tripulantes a bordo. Um dispositivo explosivo lançado por um drone atingiu a proa do barco, causando um incêndio que foi controlado pela tripulação sem deixar feridos .
Em comunicado, a GSF confirmou que o ataque ocorreu enquanto o "Barco da Família" retornava de Gaza. Ávila comentou a similaridade com ataques anteriores: "Cinco meses atrás eu me lembro do mesmo cheiro, quando atacaram o Conscience". Sua esposa, Lara Souza, afirmou ao portal Metrópoles que manteve contato breve com o ativista e confirmou que ele está em segurança.
Thiago Ávila é um nome consolidado no ativismo pró-Palestina. Integrante da Coalizão Flotilha da Liberdade, iniciou sua jornada em 2005 e já documentou conflitos no Líbano e participou de conferências internacionais no Irã, incluindo homenagens ao presidente Ebrahim Raisi, falecido em maio. Sua atuação nas redes sociais busca amplificar a realidade de regiões em guerra e mobilizar apoio para causas humanitárias.
A investida atual da frota humanitária ocorre em um contexto de crise agravada em Gaza. Desde março de 2025, Israel impõe bloqueio total à entrada de ajuda, resultando em dezenas de mortes por fome – principalmente entre crianças e idosos . Organizações internacionais classificam a interceptação de embarcações civis em águas internacionais como violação do direito internacional e crime de guerra .
A resistência não violenta de ativistas como Ávila e Thunberg continua a desafiar o cerco marítimo, enquanto a comunidade global acompanha os desdobramentos dessa complexa crise humanitária.