31 de julho de 2025
em flagrante

Homem é preso em Alagoas após ameaçar a própria mãe idosa sob comando de "vozes"

Autor enviou fotos de arma pelo WhatsApp e foi detido em flagrante pela PM

Por Redação
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Delegacia Central de Polícia de Arapiraca - Foto: Reprodução

Um homem foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (8), no município de Craíbas, no Agreste de Alagoas, acusado de ameaçar de morte a própria mãe, uma idosa, além de sua irmã e seu irmão. De acordo com o relatório da Polícia Militar (PM), o indivíduo alegou durante a abordagem que supostas "vozes" o comandavam e pediam que ele cometesse os homicídios. As ameaças foram intensificadas por mensagens enviadas via WhatsApp, que incluíam uma foto de uma arma de fogo.

O caso foi descoberto por uma guarnição motorizada do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), que foi acionada por uma das vítimas enquanto realizava patrulhamento ostensivo na região. Segundo os relatos colhidos pelos policiais, as ameaças constantes partiam do irmão desde o último sábado (6), persistindo inclusive durante a madrugada do próprio dia da prisão, o que gerou um clima de terror na residência familiar.

Além das investidas verbais, o autor também direcionou mensagens extremamente agressivas à irmã e à mãe idosa. A situação da mãe, em virtude de sua idade e problemas de saúde relacionados, foi agravada pelo susto, a ponto de impedi-la de comparecer à delegacia para prestar depoimento. A justificativa das "vozes" narrada pelo acusado aumentou significativamente o temor e a preocupação de todos os envolvidos.

Diante das evidências e da gravidade da situação de flagrante delito, os PMs se deslocaram até a casa do suspeito. Com a autorização concedida pela família, os agentes realizaram uma busca domiciliar minuciosa, na qual, no entanto, nenhuma arma de fogo foi encontrada, apesar da imagem que havia circulado no aplicativo de mensagens.

Após a detenção, o homem foi conduzido à Delegacia Central de Polícia, na cidade de Arapiraca, onde a prisão em flagrante foi formalizada. As vítimas recebem orientação das autoridades competentes e, conforme determina a legislação de proteção à mulher e à família, devem ser imediatamente inseridas no sistema de medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha.