31 de julho de 2025
SAÚDE

Flatulência: O que o seu pum revela sobre a sua saúde? Médico explica

Especialista detalha a composição dos gases, a quantidade normal por dia e quando o excesso pode ser sinal de alerta para doenças intestinais

Por Redação
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Cheiro dos gases é diretamente influenciado pela dieta - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Independente de ser chamado de pum, flatulência ou gases, esse evento natural do corpo humano vai muito além de um momento constrangedor e pode ser um importante indicador do estado da sua saúde. De acordo com o gastrocirurgião Alvaro Faria, da Clínica Gastro ABC, a frequência e, principalmente, o odor desses gases podem revelar desde hábitos alimentares até desequilíbrios na flora intestinal.

Em primeiro lugar, é crucial entender que eliminar gases é um processo completamente normal. Um adulto chega a eliminar até 2 litros de gases por dia, o que pode equivaler a cerca de 30 flatos diários. A composição desses gases inclui nitrogênio, hidrogênio, dióxido de carbono e metano (que têm pouco ou nenhum cheiro), e também compostos sulfurados ricos em enxofre, que são os grandes responsáveis pelo odor forte característico de "ovo podre".

O cheiro dos gases é diretamente influenciado pela dieta. Alimentos ricos em proteínas (como carnes vermelhas e ovos) e crucíferos (como brócolis, couve-flor e repolho) tendem a produzir gases mais fétidos. Já uma alimentação baseada em frutas, arroz, batata e fibras leves geralmente resulta em flatos menos odoríferos. Quanto ao barulho, ele é causado pela vibração das pregas anais durante a passagem do gás e não está relacionado ao cheiro; uma musculatura mais relaxada resulta em flatos mais silenciosos.

No entanto, quando a flatulência vem acompanhada de desconforto abdominal, distensão e mudanças no hábito intestinal (como diarreia ou constipação grave), ela pode ser um sinal de alerta. O médico alerta que o excesso de gases pode estar ligado a doenças como:

  • Disbiose: desequilíbrio da flora intestinal que aumenta a produção de gases.
  • Doenças Inflamatórias Intestinais: como Crohn e retocolite ulcerativa.
  • Síndrome do Intestino Irritável.
  • Doença Celíaca e outras condições de má absorção.

Nesses casos, é essencial procurar um gastroenterologista para uma avaliação adequada. Por fim, uma dica simples para ajudar na eliminação natural de gases é a caminhada. A atividade física estimula os movimentos peristálticos do intestino e a contração da musculatura pélvica, facilitando a expulsão dos gases e contribuindo para um melhor funcionamento intestinal.