31 de julho de 2025
ALAGOANA

O que disse Marluce Caldas em sua posse no STJ?

Marluce Caldas, que construiu sua trajetória no Ministério Público de Alagoas, passa a ocupar a vaga deixada por Laurita Vaz, aposentada em 2023

Por Vinícius Rocha
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Alagoana destacou força feminina e vai atuar para proteger grupos vulneráveis - Foto: - Foto: Itawi Albuquerque

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) empossou seus novos ministros: a alagoana Marluce Caldas e o piauiense Carlos Pires Brandão. A cerimônia, realizada em Brasília, contou com a presença de autoridades dos Três Poderes. Ambos foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto e aprovados pelo Senado. 

Marluce Caldas, que construiu sua trajetória no Ministério Público de Alagoas, passa a ocupar a vaga deixada por Laurita Vaz, aposentada em 2023. Brandão assume a cadeira de Assusete Magalhães, aposentada em 2024. 

Em entrevista após a posse, Marluce ressaltou a importância simbólica da nomeação: “É a presença das mulheres, da mulher no esporte, das mulheres na carreira jurídica e principalmente no Ministério Público dos Estados. Quero mostrar que nós podemos chegar e que elas tenham em mim a inspiração”, disse a ministra//

Ela destacou a necessidade de apoio para o avanço feminino: “O que mais falta às mulheres não é competência, porque somos competentes, mas sim apoio. A mulher tem muitas atribuições em casa e na gestão, e às vezes esquece de cuidar da carreira e das instituições”. 

Ela também recordou suas origens no interior de Alagoas e o trabalho em áreas marcadas por carência de serviços básicos. “Minha vida no Ministério Público foi marcada pela defesa de políticas públicas, para que as pessoas tenham acesso à justiça, dignidade e melhores condições de vida”. 

Atuando na 5ª Turma Penal, Marluce disse que pretende priorizar casos que envolvam crianças, mulheres e jovens vulneráveis. Para ela, o Direito Penal é instrumento de defesa da sociedade, mas também aponta caminhos para políticas sociais. /

A ministra defendeu investimentos na primeira infância e no apoio a mães solo como estratégias para reduzir a violência estrutural no país. /