Paraíba investe em recifes artificiais high-tech para conter avanço do mar
Projeto Preamar usa sonar e 14 mil estruturas submersas para combater erosão costeira em quatro municípios; tecnologia monitorará correntes e regenerará vida marinha
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A Paraíba está implementando uma solução inovadora para combater a erosão costeira que ameaça praias em Lucena, Cabedelo, João Pessoa e Conde. O projeto Preamar (Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas) utiliza recifes artificiais de concreto e tecnologia de sonar para frear o avanço do mar e regenerar ecossistemas.
As estruturas, chamadas Recifes Artificiais de Recrutamento Larval (RAs), funcionam como quebra-mares submersos. Organizadas em grupos de 1 mil unidades, elas dissipam a energia das ondas e reduzem o impacto nas praias. Um equipamento ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler) mede com precisão as correntes marinhas usando ondas sonoras, gerando dados para otimizar o posicionamento dos recifes.
Como funciona a tecnologia:
- Monitoramento tridimensional: O ADCP mapeia colunas d’água até 50m de profundidade
- Geolocalização por drones: Define pontos exatos de instalação com base em critérios biológicos e físicos
- Inspeções trimestrais: Avaliam integridade das estruturas e acúmulo de sedimentos
Além da proteção costeira, os RAs servem como berçários para espécies marinhas, ampliando a biodiversidade local e fortalecendo a pesca artesanal. O projeto é uma parceria entre o Governo da Paraíba (via Cinep), IFPB e órgãos ambientais, com monitoramento previsto por pelo menos 12 meses.
"Esta é uma resposta inteligente às mudanças climáticas, usando a energia do oceano a nosso favor", resume o material técnico do Preamar. A iniciativa posiciona a Paraíba na vanguarda da adaptação costeira no Nordeste.