Idoso de 90 anos declarado morto "ressuscita" no necrotério de UPA em Palmeira dos Índios
Caso raro ocorreu na madrugada de terça-feira (2) surpreendendo familiares e profissionais da unidade
Publicado em
Um evento incomum aconteceu na madrugada de terça-feira (2) e chocou familiares e profissionais de saúde na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. Um idoso de 90 anos, natural do município de Igaci, foi declarado morto pela equipe médica após exames que apontaram ausência de batimentos cardíacos e resposta a estímulos. No entanto, horas depois, já no necrotério da unidade, familiares perceberam que o paciente respirava normalmente e chegava a roncar, confirmando que estava vivo .
De acordo com relatos, o idoso chegou à UPA sem sinais vitais detectáveis. Após avaliação clínica, que incluiu verificações de pulsação e reatividade, a equipe médica optou por extubá-lo e prepará-lo para o necrotério, notificando a família sobre o suposto óbito. Por volta das 2h30 da madrugada, no entanto, parentes que acompanhavam o corpo observaram movimentos respiratórios e sons de ronco. Uma nova verificação constatou que o paciente estava vivo, com saturação de oxigênio adequada, embora ainda inconsciente e sem resposta a estímulos .
Embora o paciente tenha recuperado a respiração espontaneamente, ele permaneceu no necrotério até as 6h da manhã antes de receber assistência médica novamente.
Casos de "ressurreição" espontânea, embora raros, são documentados globalmente e frequentemente associados a condições como catalepsia ou falhas em equipamentos de monitoramento.
Em nota, a administração da UPA afirma que o caso está sendo tratado com total responsabilidade e os familiares do paciente estão recebendo assistência médica e técnica.
Confira a nota na íntegra:
NOTA TÉCNICA DE ESCLARECIMENTO
Esclarecimentos sobre o atendimento ao paciente de 90 anos, da data entre 01 e 02/09/2025.
A UPA de Palmeira dos Índios/AL esclarece, de forma técnica e transparente, os fatos envolvendo o paciente acima identificado, visando resguardar a informação correta à família e à comunidade, bem como a integridade do trabalho multiprofissional desenvolvido na unidade.
No dia 01/09/2025: o paciente deu entrada na UPA, foi acolhido e encaminhado para avaliação e tratamento, conforme protocolos assistenciais vigentes, com registros em prontuário.
Na data 02/09/2025 – 02h30: o paciente apresentou uma parada cardiorrespiratória (PCR). Foram instituídas as medidas cabíveis, incluindo monitorização, verificação de pressão arterial e pulso por mais de um profissional (técnicos de Enfermagem, enfermeiro e médico) e eletrocardiograma (ECG), que constatou a AUSÊNCIA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS.
Após aproximadamente 1 hora, em observação na área vermelha, MANTEVE-SE A AUSÊNCIA DE SINAIS VITAIS. Após a checagem multiprofissional, o paciente foi encaminhado ao necrotério pela equipe de maqueiros.
No Início da manhã de 02/09/2025: o médico de plantão emitiu a Declaração de Óbito. À pedido da família, procedeu-se a visualização do paciente no necrotério e, nesse momento, os familiares identificaram movimentos respiratórios. O paciente foi imediatamente reconduzido à área vermelha, onde se confirmou presença de respiração e pulso. Foram retomadas as condutas e todos os cuidados cabíveis. Apesar da respiração, não havia resposta a estímulos naquele momento. Registra-se que, antes do evento inicialmente interpretado como óbito, o paciente estava entubado e, ao voltar do necrotério, estava respirando no suporte ventilatório (Máscara de Hudson).
Não foram identificadas falhas técnicas, médicas ou de enfermagem no atendimento prestado, à luz dos registros e das avaliações multiprofissionais documentadas.
Procedimentos adotados:
• Avaliação e checagem multiprofissional (médico, enfermeiro e técnicos de Enfermagem) da presença de sinais vitais;
• ECG realizado, demonstrando ausência de batimentos no momento da PCR;
• Monitorização e observação em área crítica (área vermelha), por período adequado à confirmação clínica da ausência de sinais vitais;
• Emissão de Declaração de Óbito pelo médico de plantão, observando os achados vigentes à época da avaliação;
• Imediata reversão do fluxo assistencial e retomada do cuidado intensivo, assim que identificados respiração e pulso, com comunicação à família.
Esclarecimentos importantes:
• Não foram identificadas falhas técnicas, médicas ou de enfermagem no atendimento prestado, à luz dos registros e das avaliações multiprofissionais documentadas;
• O caso permanece à disposição para análise pelas instâncias competentes (p. ex.: Núcleo de Segurança do Paciente/Comissão de Revisão de Óbitos), reforçando o compromisso institucional com a qualidade assistencial, transparência e segurança do paciente;
• Todos os registros assistenciais e exames (incluindo traçados de ECG e evoluções em prontuário) estão disponíveis, nos termos da legislação aplicável, para as autoridades e para a família.