CGU abre 40 processos contra entidades suspeitas de cobrançar irregulares contra aposentados
Outros 12 já em andamento investigam suspeitas de que agentes públicos tenham recebido propina de dirigentes das entidades envolvidas
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A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou 40 Processos Administrativos de Responsabilização (PAR) contra 38 entidades associativas e três empresas de tecnologia suspeitas de praticar cobranças irregulares de mensalidades contra aposentados e pensionistas do INSS em todo o país. As investigações apontam para um esquema de fraudes em fichas de filiação, com indícios de falsificação de assinaturas e burla à exigência de biometria.
De acordo com a CGU, as entidades investigadas contaram com o apoio de empresas de tecnologia – Soluções Power BI, CONFIA Tecnologia e Dataqualify – que teriam desenvolvido ferramentas para elaborar fichas de filiação fraudulentas. Entre as irregularidades identificadas estão tentativas de descontar mensalidades até de beneficiários já falecidos e a recusa em entregar documentos solicitados em auditorias.
A CGU destacou que, em pelo menos quatro casos, as associações enviaram áudios como resposta a contestações que, em vez de comprovar a regularidade, "evidenciam o cometimento de graves irregularidades". Os processos foram abertos com base na Lei Anticorrupção (12.846/13) e podem resultar em multas e obrigação de publicidade da condenação.
Estes 40 processos somam-se a outros 12 já em andamento, que investigam suspeitas de que agentes públicos tenham recebido propina de dirigentes das entidades envolvidas. As organizações terão direito à ampla defesa antes da conclusão sobre suas responsabilidades. A CGU reforça que o objetivo é coibir abusos e proteger os beneficiários do INSS contra cobranças indevidas.