Marluce Caldas, procuradora alagoana, toma posse como ministra do STJ nesta quinta-feira (4)
Primeira mulher nordestina a ingressar no Superior Tribunal de Justiça, ela será relatora de processos da Lava Jato e defenderá uma "justiça mais humana e social"
Publicado em
Nesta quinta-feira (4), às 18h, a procuradora alagoana Maria Marluce Caldas Bezerra tomará posse como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A cerimônia será transmitida ao vivo pelo portal Francês News. Sua nomeação pelo presidente da República, após aprovação unânime do Senado Federal com 64 votos a favor, é um marco para a representação nordestina e feminina no segundo tribunal mais importante do país.
Nascida no Rio de Janeiro e criada em Alagoas, formada pela Universidade Federal de Alagoas em 1982, Marluce Caldas ingressou no Ministério Público de Alagoas (MPAL) em 1986. Com uma trajetória de quase quatro décadas, ela atuou em diversas promotorias, incluindo áreas criminal, cível, eleitoral e de direitos humanos. Foi promovida a procuradora de Justiça em 2021 e também exerceu cargos de secretária estadual em Alagoas, nas pastas de Emprego e Renda e da Mulher e dos Direitos Humanos.
No STJ, a ministra integrará a 5ª Turma, onde assumirá a relatoria dos processos decorrentes da Operação Lava Jato no Paraná. Ela substitui o desembargador convocado Carlos Cini Marchionatti. Em entrevista à Rádio Francês FM, Marluce Caldas destacou que sua posse é uma vitória coletiva: “É uma sensação de que vale a pena a luta. É uma vitória especial da mulher alagoana, da mulher nordestina. Precisamos não apenas saber que podemos conquistar espaços, mas querer e lutar por eles”.
A nova ministra defende uma justiça mais acessível e socialmente equilibrada. “Para que a gente tenha uma justiça mais humana, mais célere e, sobretudo, que olhe para os direitos sociais, que faça acontecer os direitos sociais com equilíbrio dentro dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade”, afirmou.
Além de Marluce Caldas, também toma posse o desembargador Carlos Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).