Anvisa proíbe venda de anéis que prometem medir glicose sem furar o dedo
A decisão afeta modelos como “Anel para Acupressão Glucomax”, “Glicomax”, “Glucomax Pro”, vendidos online por até R$ 170
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nessa terça-feira (2) a venda, fabricação, importação e propaganda de anéis que alegam medir os níveis de glicose no sangue apenas pelo contato com a pele. A decisão afeta modelos como “Anel para Acupressão Glucomax”, “Glicomax”, “Glucomax Pro”, vendidos online por até R$ 170, sem registro sanitário.
De acordo com a agência, esses dispositivos — que usam ímãs e não têm contato com o sangue — não possuem comprovação científica e podem colocar em risco a saúde de pessoas com diabetes, que dependem de medições precisas para controlar a doença. Em alguns casos, os anúncios fraudulentos ainda afirmavam que os anéis faziam drenagem linfática ou mediam oxigenação e frequência cardíaca.
A Anvisa alerta que equipamentos sem registro não passam por avaliações de segurança e eficácia. “Resultados incorretos podem levar a erros no tratamento, como aplicação de doses inadequadas de insulina, com sérias consequências à saúde”, reforçou a agência, seguindo alerta semelhante emitido pela FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, em fevereiro.
A medida visa coibir a comercialização irregular desses produtos, que se aproveitam da vulnerabilidade de pacientes. Consumidores são orientados a não comprar os dispositivos e a denunciar anúncios suspeitos à Ouvidoria da Anvisa pelo telefone 0800 642 9782.
A medição confiável de glicose no sangue, até o momento, só é possível com dispositivos registrados que utilizam amostras de sangue, como os glicosímetros convencionais ou monitores contínuos de glicose aprovados pela Anvisa.