Associação de mulheres advogadas sai em defesa de Mirian Monte após afastamento do CSA
Entidade classificou ato contra Mirian como injustiça administrativa" e um claro "marcador de gênero inegável"
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A Associação das Mulheres Advogadas de Alagoas (AMADA) divulgou nesta terça-feira (2) uma nota pública em apoio à ex-presidente executiva do CSA, Mirian Monte, recém-afastada do cargo após decisão do Conselho Deliberativo do clube.
A entidade considerou o afastamento uma "injustiça administrativa" e um claro "marcador de gênero inegável", ressaltando que a gestora conduziu a instituição com "probidade, competência técnica e humanidade" mesmo diante de adversidades.
A nota da AMADA expressa indignação diante da exclusão de Mirian Monte em circunstâncias "que carecem de justificativas proporcionais" e que, segundo o texto, expõem não apenas uma falha administrativa, mas também um viés discriminatório pela condição de gênero.
O afastamento de Mirian Monte foi oficializado após decisão do Conselho Deliberativo do CSA, motivada por suposta "gestão temerária", apesar dos avanços administrativos apontados pela ex-presidente em carta divulgada à imprensa, como orçamento estável, implantação de sistemas de gestão, captação de patrocinadores e estruturação das categorias de base. Mirian também reconheceu que o rebaixamento à Série D configurou um resultado esportivo negativo, mas destacou a solidez financeira deixada.
A AMADA reforçou a importância de resistência contra a desigualdade estrutural que, segundo a entidade, ainda exclui mulheres de ambientes de poder — no caso, o futebol. A nota afirma: “Quando uma mulher ocupa espaços historicamente masculinos, como o futebol, o peso do julgamento se torna desmedido.”