31 de julho de 2025
NA FRENTE DO CONDOMÍNIO

Movimentos sociais protestam por Prisão de Bolsonaro no Rio em dia de início de julgamento no STF

Manifestantes colaram cartazes e faixas no condomínio do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília; julgamento do "núcleo crucial" do suposto golpe pode se estender até 12 de setembro

Por Redação
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Grupos pró e contra Bolsonaro foram até a frente do condomínio do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o primeiro dia de julgamento no STF - Foto: Comunicação MTST

Poucas horas antes do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar o histórico julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), movimentos sociais se reuniram na manhã desta terça-feira (2/9) para protestar em frente ao condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro possui uma residência. O local amanheceu com cartazes e faixas pedindo a prisão do ex-mandatário.

Bolsonaro, no entanto, não estava no imóvel. Ele cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto em um condomínio em Brasília. Sua defesa informou que, por questões de saúde – incluindo uma crise de soluços –, o ex-presidente não comparecerá pessoalmente ao julgamento no STF, embora gostaria de estar presente.

O julgamento na Primeira Turma do STF analisa a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e envolve Bolsonaro e outros sete réus, considerados o "núcleo crucial" das investigações: os ex-ministros Anderson TorresAugusto HelenoPaulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto; o deputado Alexandre Ramagem; o almirante Almir Garnier; e o tenente-coronel Mauro Cid.

Eles respondem por crimes como organização criminosa armadatentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Alexandre Ramagem teve parte das acusações suspensas pela Câmara dos Deputados em maio.

As sessões extraordinárias podem se estender pelos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro, caso necessário. O desfecho do processo é aguardado como um marco para a consolidação democrática e o combate à impunidade em crimes contra o Estado de Direito.

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