Governo lança sete ações para proteger a saúde mental de apostadores
O objetivo é avançar em políticas públicas que enfrentem as externalidades negativas do mercado de apostas
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O governo federal anunciou um conjunto de medidas para mitigar os impactos negativos das apostas na saúde mental da população. O plano prevê sete ações principais, baseadas nas recomendações do Grupo de Trabalho de Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático.
As iniciativas envolvem desde o suporte psicológico a apostadores até ações educativas e de prevenção, com foco em reduzir riscos como o superendividamento, a dependência e a manipulação de resultados esportivos.
As 7 medidas anunciadas
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Autoteste de saúde mental:
Criação de um modelo padronizado para que os apostadores possam avaliar seus próprios hábitos e refletir sobre os impactos emocionais do jogo. -
Plataforma de autoexclusão:
Lançamento de uma plataforma centralizada que permite que o usuário bloqueie seu acesso a todos os sites de apostas autorizados no país. A medida é voluntária e gratuita. -
Capacitação de profissionais da saúde:
Formação de 20 mil profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, com um curso de 45 horas sobre acolhimento e cuidado de pessoas com problemas relacionados a apostas. -
Diretrizes de atendimento no SUS:
Definição de protocolos mínimos para orientar o atendimento aos apostadores na rede pública de saúde. -
Educação para atletas:
Produção de materiais educativos focados em integridade esportiva e prevenção à manipulação de resultados em apostas esportivas. -
Criação de comitê permanente:
Estabelecimento de um comitê interministerial para coordenar ações de prevenção e cuidados em saúde mental relacionados a apostas de quota fixa. -
Campanhas de comunicação:
Desenvolvimento de campanhas institucionais de conscientização sobre os riscos do jogo e formas de buscar ajuda.
Um plano multissetorial
O plano foi elaborado por representantes dos ministérios da Saúde, Esporte, Fazenda e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), sob coordenação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
O objetivo é avançar em políticas públicas que enfrentem as externalidades negativas do mercado de apostas, com foco na saúde mental, na proteção social e na segurança econômica dos cidadãos.
"As ações se completam para proteger os apostadores e a economia popular, seja com ferramentas diretas para o mercado, como a autoexclusão, seja com estratégias de comunicação e políticas de saúde pública”, destacou o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena.