31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

Polícia prende mais três suspeitos por morte de jovem em salto de rope jump em SP

Investigação aponta possível destruição de provas e desaparecimento de câmera usada pela vítima no momento do acidente

Por Redação
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O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda - Foto:

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã deste sábado (20), mais três pessoas suspeitas de envolvimento na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada em Limeira, no interior paulista. A vítima morreu após ser lançada de uma ponte sem estar conectada às cordas de segurança no último dia 13.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), os novos alvos da investigação são uma mulher e dois homens, contra os quais foram expedidos mandados de prisão temporária. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Limeira e Indaiatuba, em São Paulo, e também no Rio de Janeiro.

Além das prisões, a Justiça autorizou buscas em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, os policiais apreenderam aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem auxiliar na apuração dos fatos.

Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, os três presos integravam a equipe encarregada da organização e execução da atividade esportiva. As investigações apontam indícios de supressão de provas relevantes para o esclarecimento do caso.

Entre os pontos apurados pela polícia está o desaparecimento de uma câmera que Maria Eduarda segurava no momento do salto. Conforme a SSP, também há suspeitas de que conteúdos digitais potencialmente importantes para a investigação tenham sido apagados após o acidente.

Além da hipótese de homicídio doloso, quando há intenção ou assunção do risco de matar, a Polícia Civil investiga a possível prática de fraude processual por parte dos envolvidos.

As novas prisões se somam às três realizadas no dia do acidente. Na ocasião, foram detidos Luís Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Em depoimento, eles afirmaram desconhecer o que teria provocado a falha de segurança.

A polícia sustenta que os responsáveis assumiram o risco de provocar a morte da jovem ao permitir o lançamento sem a devida conferência dos equipamentos. Já a defesa dos investigados argumenta que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Na última quinta-feira (18), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido liminar de habeas corpus que buscava a soltura de dois dos investigados presos desde o dia do acidente. O recurso ainda poderá ser analisado pelo colegiado da Corte.

O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e definir a responsabilidade de cada integrante da equipe envolvida na atividade.