31 de julho de 2025
CONGRESSO

Com Copa e São João, deputados emendam folga e Câmara só deve retomar sessões no fim de junho

Paralisação adia discussão de projetos considerados sensíveis pelo governo, incluindo proposta sobre renegociação de dívidas rurais

Por Redação
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A Câmara dos Deputados terá uma semana esvaziada em Brasília - Foto:

A Câmara dos Deputados terá uma semana esvaziada em Brasília por causa das festividades de São João e dos jogos da Copa do Mundo. Sem previsão de sessões no plenário, os parlamentares devem permanecer em seus estados de origem e só retomar as atividades legislativas na semana que começa em 29 de junho.

Segundo líderes partidários, a interrupção temporária dos trabalhos adia a análise de projetos considerados estratégicos e sensíveis para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os temas que aguardam definição está o projeto que permite a utilização de recursos do Fundo Social do pré-sal para a renegociação de dívidas rurais. A proposta já foi aprovada pelo Senado Federal, sofreu alterações e retornou à Câmara para nova apreciação.

Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenha papel decisivo na condução da pauta. Caberá a ele definir se mantém o entendimento firmado com o Palácio do Planalto para evitar a votação de propostas com elevado impacto fiscal ou se coloca a matéria em discussão.

De acordo com estimativas da equipe econômica, a proposta pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 140 bilhões aos cofres públicos ao longo dos próximos dez anos.

Outro tema que permanece na fila de votações é o chamado Projeto de Lei da Misoginia, que também poderá ser analisado quando os trabalhos legislativos forem retomados.

Além das discussões sobre o mérito das propostas, o Congresso enfrenta a pressão do calendário parlamentar. O recesso legislativo de julho está previsto para começar em 18 de julho, desde que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) seja aprovada dentro do prazo.

Com poucas semanas disponíveis antes da pausa oficial, deputados e lideranças terão de decidir se avançam com pautas consideradas prioritárias ou se deixam parte das votações para o segundo semestre.