CPMI do INSS adia depoimento de empresário alvo da Operação Sem Desconto
Fernando Cavalcanti, que teve Ferrari e réplica de carro de Fórmula 1 de Senna apreendidos, terá depoimento remarcado para 6 de outubro
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O presidente da CPMI que investiga desvios em aposentadorias do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), adiou o depoimento do empresário Fernando Cavalcanti, originalmente marcado para esta segunda-feira (29). O administrador - alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal - agora prestará depoimento na próxima segunda-feira (6/10), enquanto o presidente da Conafer, Carlos Ferreira Lopes, manteve sua oitiva nesta semana.
Estratégia questionada
Viana justificou a decisão como uma medida para garantir a realização dos trabalhos da comissão: "Achamos melhor convidarmos duas pessoas e dispensarmos uma, assim a gente não perde a oitiva". A posição, no entanto, foi contestada por parlamentares governistas, com o deputado Rogério Correia (PT-MG) solicitando que tais decisões fossem previamente consultadas com o colegiado.
Patrimônio apreendido
Fernando Cavalcanti, administrador e CEO da empresa Valestra - especializada em serviços de escritório e apoio administrativo - foi alvo de buscas e apreensões no último dia 12 de setembro. Entre os bens confiscados em sua residência no Lago Sul, área nobre de Brasília, destacaram-se uma Ferrari vermelha, uma réplica do carro de Fórmula 1 utilizado por Ayrton Senna, relógios de luxo e quantias em dinheiro vivo. O empresário é ex-sócio do advogado Nelson Willians, também investigado pela PF e pela CPMI por suposta participação em esquema de desvios no INSS.