31 de julho de 2025

Presidente da CPMI do INSS explica soltura de depoente preso em flagrante e propõe nova lei para fortalecer poder de investigação

Carlos Viana anuncia projeto para ampliar atribuições de comissões parlamentares após Polícia Legislativa liberar economista com base em entendimento da PGR

Por Redação
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Carlos Viana vai sugerir mudança na lei para que CPIs possam lavrar prisão em flagrante - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), explicou nesta quinta-feira (25) que a soltura do economista Rubens Oliveira Costa – preso durante depoimento na última segunda-feira (22) – ocorreu devido a um entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) que limita a atuação da Polícia Legislativa em casos de flagrante. Sem pagar fiança, Costa foi liberado após prestar esclarecimentos.

Viana citou como precedente o caso do empresário Daniel Pardim Tavares Lima, preso durante a CPI das Bets, quando a PGR considerou a detenção "abusiva" por falta de base constitucional. Diante da controvérsia, o presidente da CPMI anunciou a apresentação de um projeto de lei para ampliar os poderes das comissões parlamentares de inquérito. “Precisamos definir, numa nova legislação, as ações que vamos tomar daqui para a frente”, afirmou.

Enquanto a proposta não é votada, o senador Sérgio Moro (União-PR) sugeriu que a própria CPMI passe a lavrar flagrantes e decida sobre fianças em futuros casos. “Se ocorrer uma situação dessa novamente, que lavremos o flagrante. A CPMI tem poderes equivalentes à autoridade de investigação”, defendeu.

A Polícia Legislativa terá 30 dias para analisar o caso de Costa com base em gravações e notas taquigráficas da sessão, antes de apresentar um posicionamento formal à comissão. O debate expõe a tensão entre o Legislativo e o Judiciário sobre os limites das investigações parlamentares.

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