Planos de saúde passam a oferecer implante contraceptivo Implanon a partir desta segunda-feira (1°)
O implante custa de R$ 2.000 a R$ 4.000 e tem duração de até três anos
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A partir desta segunda-feira (1º), os planos de saúde tornaram-se obrigados a oferecer o implante contraceptivo hormonal Implanon para mulheres entre 18 e 49 anos. O método, que se soma a outras opções de longa duração como o DIU, representa uma ampliação significativa das alternativas contraceptivas disponíveis no sistema de saúde suplementar.
O Implanon consiste em uma pequena haste flexível que é inserida sob a pele do braço através de um procedimento simples realizado em consultório médico com anestesia local. O dispositivo libera gradualmente o hormônio etonogestrel, um derivado da progesterona que impede a ovulação e, consequentemente, a gravidez.
Com duração de até três anos, o método é considerado o mais eficaz disponível atualmente no mercado, apresentando uma taxa de falha de apenas 0,05%. Essa eficácia supera até mesmo a vasectomia (que varia entre 0,1% e 0,15%) e o DIU hormonal (com taxa entre 0,2% e 0,8%).
No entanto, o implante possui contraindicações importantes: não é recomendado para mulheres com histórico de câncer de mama, doença hepática grave, sangramento vaginal sem diagnóstico estabelecido ou alergia ao etonogestrel. Entre os efeitos adversos possíveis estão dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação, sendo raros os casos de infecção.
Em caso de negativa de cobertura pelas operadoras, as beneficiárias devem registrar reclamação diretamente junto ao plano de saúde e, se não houver solução, acionar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) através dos canais oficiais.
Paralelamente à inclusão nos planos de saúde, o Ministério da Saúde confirmou em julho a incorporação do Implanon ao Sistema Único de Saúde (SUS), com previsão de que o método esteja disponível na rede pública ainda este ano.