Mãe é presa por torturar filho adolescente com ajuda da filha em Águas Lindas de Goiás
Adolescente de 14 anos foi amarrado com fio elétrico, agredido com socos e chutes, e sofria ameaças constantes; caso foi descoberto após ele fugir para a casa de uma tia
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Uma mulher de 43 anos foi presa em flagrante na tarde desta quinta-feira (25) em Águas Lindas de Goiás, cidade do Entorno do Distrito Federal, acusada de submeter o próprio filho, um adolescente de 14 anos, a sessões de tortura. A ação policial foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) após uma denúncia formal do Conselho Tutelar. De acordo com as investigações, no mesmo dia da prisão, a genitora amarrou o jovem com um cabo de extensão elétrica e o agrediu violentamente com socos e chutes, contando com a participação ativa da irmã mais velha da vítima.
Em depoimento às autoridades, o adolescente relatou que as agressões eram frequentes e de extrema crueldade. Ele detalhou que era regularmente enforcado e mordido pela mãe, que também o violentava psicologicamente com ofensas e ameaças. O jovem contou que a mãe chegou a dizer que “seria melhor que se jogasse na frente de um ônibus”. A situação veio à tona quando o menino conseguiu escapar de casa e buscou refúgio na residência de uma tia, que imediatamente o levou ao Conselho Tutelar.
A conselheira tutelar que acolheu o caso acompanhou o adolescente até a delegacia para registrar a ocorrência. Exames de corpo de delito foram realizados e confirmaram a presença de lesões visíveis por todo o corpo, compatíveis com o relato de tortura. Diante das evidências e da gravidade dos fatos, a polícia lavrou o auto de prisão em flagrante da mãe pelo crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/97.
Além da prisão da genitora, foram adotadas medidas protetivas para garantir a segurança e a integridade física e psicológica do adolescente. A Polícia Civil informou que a irmã mais velha, que participou das agressões, também será responsabilizada legalmente pelos atos de violência praticados contra o menor. O caso segue em investigação para apurar a extensão total dos crimes e o histórico de violência familiar.