Haddad é chamado de “Taxad” na Câmara e provoca bate-boca entre deputados
Ministgro rebateu afirmando que a maior amplitude da carga tributária ocorreu no governo Bolsonaro
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi alvo de provocações na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (24/9), sendo chamado de “Taxad” durante audiência pública da Comissão de Agricultura. Haddad reagiu ao apelido afirmando que ele pode ser usado à vontade, desde que se refira à taxação de apostas, super-ricos e bancos. “Para isentar quem o ex-presidente Jair Bolsonaro cobrou, isso o senhor pode usar o apelido à vontade”, disse em resposta ao deputado Delegado Caveira (PL-PA).
A audiência tem como pauta o plano safra e medidas de socorro ao Rio Grande do Sul. Durante a sessão, Caveira criticou o aumento de impostos promovido no governo Lula e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “descondenado”. Ao ser interrompido pelos pares, o deputado pediu que “calassem a boca”.
Haddad rebateu afirmando que a maior amplitude da carga tributária ocorreu no governo Bolsonaro, quando não houve revisão do Imposto de Renda (IR). O ministro também responsabilizou o deputado por omissão em relação às mortes na pandemia de Covid-19 e ao déficit fiscal, lembrando que o governo apoiado por Caveira contribuiu para que mais de 700 mil pessoas perdessem a vida durante a crise sanitária.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou Haddad, afirmando que o ministro só pensa em aumentar impostos e insinuando que ele não teria tempo para a vida pessoal. Haddad pediu que seu casamento não fosse envolvido no debate.
A audiência contou com ampla participação da oposição e baixa presença da base governista, incluindo integrantes do PT.