31 de julho de 2025
suposição

Trump associa Tylenol na gravidez a autismo; OMS rebate

Porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou em coletiva de imprensa em Genebra que as evidências científicas para essa associação "continuam inconsistentes"

Por Redação
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Donald Trump - Foto: Jonathan Ernst/Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu em declarações nessa segunda-feira (22) que o uso de Tylenol (paracetamol) durante a gravidez estaria ligado a um maior risco de autismo. Ao comentar uma suposta orientação da FDA para desaconselhar o medicamento a gestantes, Trump citou um rumor não verificado: "Há um boato de que em Cuba não têm Tylenol e que praticamente não têm autismo. Me contem sobre isso". A afirmação, no entanto, ignora que Cuba possui um sistema público que diagnostica e trata o transtorno, com clínicas especializadas e campanhas de conscientização.

A alegação de que a ilha não registra casos de autismo é facilmente refutada por informações públicas de autoridades médicas cubanas. Em artigo publicado no site estatal Cubadebate no último Dia da Conscientização sobre o Autismo, a Dra. Osmara Delgado Sánchez detalhou os esforços do país para atender pessoas com o transtorno, destacando a importância da inclusão e de terapias especializadas, algumas inclusive oferecidas a estrangeiros.

Em resposta direta às declarações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) rebateu nessa terça-feira (23) a suposta ligação entre paracetamol e autismo. O porta-voz Tarik Jasarevic afirmou em coletiva de imprensa em Genebra que as evidências científicas para essa associação "continuam inconsistentes", acrescentando que "essas coisas não devem ser realmente questionadas" com base em especulações, e sim em estudos robustos. Até o momento, o governo cubano não se manifestou sobre os comentários de Trump.