31 de julho de 2025
USOU AS REDES SOCIAIS

Lula endossa protestos nacionais e diz que manifestações mostram que população rejeita anistia e impunidade

Presidente usou redes sociais para se colocar "ao lado do povo" e pedir que Congresso foque em benefícios para a população; atos reuniram milhares em todas as capitais

Por Redação
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Presidente Lula se manifestou através das redes sociais sobre os protestos deste domingo. - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou publicamente seu apoio aos protestos realizados neste domingo (21) em todas as capitais do país contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Lei da Anistia. Em uma publicação na rede social X (ex-Twitter), Lula afirmou que as manifestações são uma clara demonstração de que a população brasileira rejeita a impunidade.

"Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia", declarou o presidente, que acompanhou a mensagem com um mosaico de seis fotografias de protestos realizados em diferentes cidades. Em seguida, dirigiu-se diretamente ao Congresso Nacional: "O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro".

O posicionamento de Lula ocorre em um momento de tensão entre o Executivo e o Legislativo. Enquanto o governo busca destravar a votação de projetos de interesse do Palácio do Planalto, como a redução do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, a Câmara dos Deputados aprovou na última semana a PEC da Blindagem – que exige autorização do Congresso para investigar ou prender parlamentares – e o regime de urgência para o PL da Anistia, que concede perdão ou reduz penas de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Os protestos, que mobilizaram milhares de pessoas em todas as 27 capitais, registraram mais de 41 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, e o mesmo número em Copacabana, no Rio de Janeiro, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), tornando-se os epicentros de uma manifestação nacional que ecoou o recado do presidente: a sociedade rejeita a agenda de impunidade e exige do Congresso prioridade às necessidades reais da população.

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