31 de julho de 2025
reunião

Haddad desiste de ir à Assembleia da ONU para acompanhar votação da reforma do Imposto de Renda

Ministro da Fazenda decide permanecer no Brasil diante da possibilidade de apreciação do projeto que amplia isenção do IR

Por Redação
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (19) que não participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá entre os dias 22 e 26 de setembro, em Nova York, nos Estados Unidos. O motivo é a possibilidade de o Congresso Nacional votar, na próxima semana, o projeto de lei que altera a cobrança do Imposto de Renda (IR).

“Eu vou permanecer no Brasil em virtude dessa possibilidade. Nós entendemos que, possivelmente, os líderes se reúnam na Câmara [dos Deputados] para julgar a conveniência e a oportunidade de levar a plenário na semana que vem. Eu estou ficando [no Brasil] um pouco em função disso”, afirmou Haddad em entrevista em São Paulo.

A proposta em discussão na Câmara prevê isenção total do IR para quem ganha até R$ 5 mil e redução parcial da alíquota para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a medida pode dobrar o número de trabalhadores isentos, passando de 10 milhões para 20 milhões de pessoas. Já a redução parcial deve beneficiar outros 16 milhões de contribuintes.

Atualmente, só estão isentos do imposto de renda os brasileiros que recebem até R$ 3.036 por mês, valor equivalente a dois salários mínimos. Em agosto, a Câmara já havia aprovado, por unanimidade, o requerimento de urgência para a votação da matéria, abrindo caminho para sua análise em plenário.

Além de Haddad, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também não integrará a comitiva brasileira que seguirá para os Estados Unidos. Em nota, a pasta informou que a ausência ocorre após o governo de Donald Trump impor restrições ao visto do ministro.

O documento norte-americano permitiria apenas deslocamentos restritos de Padilha entre o hotel e a sede da ONU, além de atendimento em unidades médicas em caso de emergência. Em agosto, o governo Trump ainda cancelou os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro. O de Padilha não foi afetado, pois estava vencido desde 2024.